αξίωση (Axiosi) Reinvindicar o filosofar

(O Agente Pension Reivindicação, oléo sobre tela por Jonathan Eastaman Johnson)

Todo humano reivindica o filosofar. Sendo algo genuinamente humano, a filosofia pode ser ensinada, passada adiante, ela continua pois é viva. Filosofar é atividade colocada em movimento por diversos agentes, entre os quais, alguns se preocupam em fazê-lo de maneira mais complexa que outros. Se filosofia é atividade e essa já realizada com excelência pelos filósofos, podemos consultá-los, lançar mão do que já foi pensado. Lançar mão da história da filosofia cria um olhar menos acostumado, somos tirados da imersão que dificulta nossa reflexão. Parafraseando Newton, sobre os ombros de gigantes a vantagem é ver mais longe. Além disso não é precisava fazer tudo novamente, ou seja, essas questões que esbarramos em nosso cotidiano não são inéditas, são as mesmas que pensadas no passado, isto é, elas estão sempre voltando, razão essa para um convite ao filosofar, um pedido de adesão na atualização das questões que já foram pensadas.
Como já dito, para mover a filosofia é necessário a adesão, um engajamento. É necessário se mover junto com ela, como os esforço do navegante que lança o barco no tempo certo da onda. O esforço é entender o seu movimento, a atividade demanda compreender o que os filósofos construíram, acompanhar a lógica, o uso de argumentos. Depois de acompanhar seus passos, começa outra etapa do filosofar: Avaliação crítica, no qual o sujeito é capaz de aderir ou rejeitar as idéias que acompanhou. A valia do exercício crítico excede as preocupações filosóficas, pois abre espaço para outras percepções diante as ideias ao qual os sujeito é exposto em seu cotidiano, além de prepará-lo para a construção de um sistema de argumentos requintado para expor e defender as suas próprias ideias.
O que motiva toda argumentação, toda defesa e desaprovação de idéias, a justificação da necessidade de pensar criticamente diante da multiplicidade de ideias, é o próprio humano. A filosofia, somente preocupa-se com questões transcendentes do tipo “O que de fato é a verdade”, para chegar a compreensão das dimensões complexas de tudo que está relacionado humano, por isso filosofia não se demora apenas no que é transcendente, mas se volta para aquilo que é próprio do humano, sua dimensão mais direta e visível. Toda a filosofia é uma comprometimento com o próprio homem, com aquilo que ele faz, com as coisas que o circundam. As humanidades a cada momento estreiam novas facetas por isso não podem ser mutiladas afobadamente e adequadas em caixinhas rotuladas, aplicadas como leis objetivas e acabadas, pois a condição mais peculiar da filosofia e sua vitalidade, ela só acontece enquanto está aberta para a construção, enquanto convite.. Ensinar o filosofar é atender a demanda de acompanhar o constante vir a ser do mundo e do homem, ensiná-la é continuar edificando itinerários para a filosofia, que é viva, e por isso, em movimento. Porém, reivindicar o filosofar vai além de abrir estradas (a história é uma estrada que nunca encerra suas manutenções), é um pedido para aproveitar a viagem, trajetória, saga e percurso, o humano reivindica aquilo que tem de mais humano e pede para embarcar.

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