Moral de rebanho - De onde vem o conceito de bem e mal? (Aula 23.04)
Nietzsche faz uma filosofia do martelo. Porém, como ele mesmo indica no início da Genealogia da moral, sua pretensão de desconstrução para análise e não uma destruição por rebeldia. No centro da discussão de Nietzsche está “De onde vem os conceitos de bem/bom e mal/ruim?”, Nietzsche irá fazer uma análise etimológica da palavra Bom e perceberá que suas origens estão ligadas, não a pessoa que faz o bem, mas com a conveniência de quem é o bom (aristos) elite dominante. Quem define a noção de bom (no sentido moral regulador) é o ente que é superior, como a elite, sistema econômico, a igreja ou o estado. Chegando a esta conclusão, no qual o humano é impedido de chegar ao ubermensch ( além do homem) Nietzsche revela as estruturas senhoriais, onde o humano pode ser apenas um integrante de um grande rebanho, uma massa inanimada que não cria-se a si mesma, tudo isso por causa da obediência. E por que obedece? Por medo? Por preguiça, e apenas segue o que já está pronto?
Hoje em dia vemos que a crescente formação de opiniões na internet vem formando um grande rebanho, por preguiça de pensar. Nas indústrias vemos pessoas perdendo sua identidade para o trabalho, elas são clandestinas delas mesmas, já não sabem quem são. No início do texto Nietzsche anuncia; “Nós, homens de conhecimento não nos conhecemos, de nós mesmos somos desconhecidos - E não sem motivo. Nunca nos procuramos: Como poderia acontecer de um dia nos encontrássemos?”, não se conhecendo, não intuindo seus anseios se vai para aqui ou lá, qual projeto quer para a sua existência, é mais fácil se tornar parte de um rebanho homogêneo e sem identidade.
O auto conhecimento existe pensar por si, uma demora consigo mesmo. Será que sou isso mesmo? Ou sou apenas produto de uma sociedade que me coage de todos os lados? de qual rebanho eu sou boi? de qual máquina sou engrenagem?



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