Livida - O afago
Hoje eu encontrei com uma moça que vem povoando meus pensamentos na útima semana. Ela é serena, de sorriso despreocupado, seus olhos me fitavam, mas sem invasão, sua fala é apaixonada, ela é amante do mesmo amor que me arrebatou arrebatadinho, a educação. Seu nome é curto, fácil, rápido, e significa "Aquela que é clara"
Hoje foi a segunda vez que a vi, enquanto escrevo e sorrio, pois acho graça, pois teve apenas o intervalo de um dia da primeira vez que a vi.(parafraseando Alencar "Ainda assim não compensa a demora da primeira")
Descaradamente estava nervoso, a principio intimidado por sua beleza, mas interessado em esclarecer questões bem familiarizadas ao ambiente de Bar: "Qual é a natureza da nossa consciência?". De uma maneira desengonçada, iniciei com teoria, e ela de maneira altiva trazia práxis a mesa, me desafiava, não de maneira intencional, a trazer pra vida nossa discussão. Eu aprendi com ela, que talvez a solução dos nossos sofrimentos não seja negar o nosso ego diretamente, mas alavancar os egos que nos circundam.
Mas o que parece encantador é sua alma, ela parece se preocupar com as coisas do "espírito". Não poucas vezes ela citou um retiro que fizera, onde a intenção era encontrar o seu eu, e aceitar suas dores.
Porque tropeço em palavras ao falar com ela? Eu tambem sei me calar, e me comprazo na comtemplação, preciso sentir o sabor do silêncio desta alma.


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