Isso é só uma hipótese?
Ah, como estou amando escrever! Estava me culpando pelo ócio, logo eu que não sou dado a demoras improdutivas, me furtei ao teu culto. Quando menina Juliana apareceu, diagnostiquei em mim uma barreira em sentir, uma dificuldade de apenas viver sem precisar produzir. A maneira com ela usa as palavras, a maneira como eu escutei, tudo isso já era uma anunciação, eram sinais e signos. Redescobri minha sensibilidade.
Relações são limitadas por estruturas pré-definidas. Acredito que é por conta disso que eu tateei cada aproximação milimetricamente, não queria ter você de uma só vez, queria a vontade de você.
Quando a conversa é boa demais e os olhos (aqueles que fazem sonhar os preguiçosos) denunciam a necessidade de fazer amor de outras maneiras, que não só na prosa.
Esses dias eu fui noite adentro dançando com ela. Eu também escolhi beijá-la, mesmo que isso me furtasse alguns dias a mais bebendo da sua companhia. Agora que senti ela, tenho vontade de tocar o seu corpo, trazer pra junto de mim.. Desejo ela, desejo em um estado de ficção que me encanta, mesmo sem tê-la, ela está em mim, ela me reinventou, por isso este estado, essas palavras.
Que sertão é esse que estou me embrenhando? Que olhar! Que beijo! Que toque! Estou disposto a assumir um vício de um abraço que experimentei apenas uma vez? Estaria eu romantizando demais o casual? Por que o temor menino, por que o temor? Do que você tem medo? O que te desconforta? Isso é só uma hipótese? Não me sinto pronto para responder agora.



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